O
casamento do povo brasileiro com o futebol. A nossa intimidade com o esporte
ainda não explicada pela ciência. Deus é brasileiro
ou é coisa da genética? Onde estão os campinhos de
futebol das grandes cidades e das pequenas também? Foram substituídas
pelas escolinhas de futebol com uma nova pedagogia, que não contempla
todas as características do esporte. “Quem aprendia na rua
continuava aprendendo melhor que os alunos das escolinhas” (p. 3).
O autor explica: “A questão não era quem ensinava,
mas a pedagogia com que se ensinava. Na rua, todo mundo ensina todo mundo;
é criança ensinando criança, é mais velho
ensinando mais novo. A rua tem a pedagogia da liberdade, da criatividade,
do desafio e até da crueldade” (p.3). E para trazer a cultura
futebolística das ruas para dentro da escola é necessário
uma arte chamada ENSINAR “e todos que ensinam sabem disso –
é trabalho pesado, é ciência e arte; uma das mais
difíceis e estafantes tarefas humanas, não importa se se
trata de futebol ou matemática. Conseguir ensinar futebol no Brasil
é, no mínimo, aproximar-se do nível de competência
pedagógica da rua” (p.3). Fica a dúvida: Escola de
Futebol X Escola da Rua.
Capítulo
I – Quero ser jogador de futebol.
1.
Alguns princípios pedagógicos:
1.1 Ensinar futebol a todos
1.2 Ensinar futebol bem a todos
1.3 Ensinar mais que futebol a todos
1.4 Ensinar a gostar do esporte
2.
Condutas pedagógicas:
2.1 Professor – formação pedagógica x formação
técnica
2.2 Participação efetiva do professor na aula (jogando,
apitando ou observando para alguma interferência)
2.3 Aulas planejadas
2.4 Avaliações de suas aulas
2.5 Aguardar o momento certo para conversar com os alunos/pais
2.6 Conversar com os alunos na “Roda de Conversa” que é
um tempo adequado
2.7 Promover as “Rodas de Conversa” ante e depois das aulas
2.8 Construção de regras pelos alunos
2.9 Usar outros sinais além do apito
2.10 Organizar as “Roda de conversa”
2.11 Adaptação das regras principalmente para crianças
menores
2.12 Durante as aulas. Atividades diversificadas e lúdicas
2.13 Utilizar tempos técnicos durante as aulas
2.14 Jogos em pequenos grupos para um melhor desempenho (principalmente
para iniciantes)
2.15 Observar as necessidades e interesses relativos às faixas
etárias
2.16 Promover rodízios nas posições
2.17 Avaliação permanente
2.18 Adaptar os alunos ao grupo e em caso negativo, tentar um outro grupo
2.19 Flexibilidade X limites – respeito entre professor e alunos
2.20 Não promover a “Especialização em posições”
até o início da adolescência
Capítulo II – Desenvolvimento
das habilidades motoras
1.
Habilidades motoras
· “Trata-se, em primeiro lugar, de adaptar as habilidades
existentes no sujeito ao contexto desse esporte; de socializar, no universo
do futebol, a motricidade de cada um” (p.19).
· “Na aprendizagem desportiva, as questões sociais
é que orientam o exercício das ações de cada
um; em seguida, o exercício social das habilidades motoras exigirá
o aperfeiçoamento e a integração, entre si, de diversas
habilidades individuais” (p. 19).
2.
Habilidades inespecíficas para o futebol
2.1 As habilidades como recursos de expressão humana
2.1.1 Coordenação motora – uma ordem, ou melhora diversas
ordens funcionando em todo estruturado, em comum acordo, dirigindo-se
ao um mesmo fim.
2.1.2 A história da Vida
· “Uma história rica em experiências formará
bases mais sólidas para a inteligência, para a afetividade
ou para a sociabilidade da criança” (p. 21).
2.1.3 Não é preciso ter pressa
· “Antes dos 6, 7 anos de idade, não deveria haver
escola de esportes para crianças” (p. 23).
2.1.4 Habilidades motoras inespecíficas
Locomoção
Manipulação Postura
2.1.5 Tempo e espaço
· “Temos que, a partir do nascimento, construí-los
a duras penas, a cada gesto, a cada situação” (p.
24)
· “Portanto, a escola de esportes deve prever a necessidade
de, enquanto ensina o gesto esportivo, trabalhar as formas básicas
de movimentos para enriquecer a motricidade da criança ou do adolescente”
(p. 26).
Capítulo
III – Fundamentos do futebol
· O esporte é apaixonante. Podemos nos apaixonar por muitas
coisas, mas a sedução do esporte é, para muita gente,
inevitável. A paixão não filtra o que temos de bom
ou de mal. Sai tudo em enxurradas, derramando-se sobre a mulher amada,
sobre o trabalho, sobre a festa, ou sobre o esporte. Nuns e noutros casos
encontra seus freios; no caso do esporte, nas regras” (p. 27).
1.
Habilidades específicas do futebol
1.1 Finalização: Trata-se da habilidade mais decisiva no
futebol.
· “Mais importante que chutar, cabecear ou lançar
a bola é fazer o gol. Ao tentar consegui-lo, todas as demais habilidades
se tornam meio” (p. 29).
· CAPACIDADES MOTORAS PRINCIPAIS PRESENTES NO ATO DE FINALIZAR:
equilíbrio, força de chute e velocidade de chute.
· HABILIDADES MOTORAS PRINCIPAIS PRESENTES NO ATO DE FINALIZAR:
correr, apoiar-se, chutar.
1.1.1 Sugestões de atividades para ensinar a finalizar: (gol a
Gol) (Controle) (Rebatida/dupla da Roça) (Cruzamentos) (Corrida
sobre a corda e chute) (Boliche) (futbase) (Tacopé)
1.2
Passe: “No futebol moderno, o passe é um dos mais importantes
fundamentos” (p. 33).
· “O passe, em suas diversas modalidades (assistência,
lançamentos, cruzamentos, passe comum), em qualquer esporte coletivo,
é a ação que torna o esporte coletivo” (p.
34).
1.2.1 Sugestões de atividades para ensinar a passar: (Bobinho e
suas variações) (Jogo dos 10 passes) (Futênis em dupla)
(Queimada de 4 lados) (Jogo dos trinta segundos) (Bochabol)(Pega-pega
com passe).
1.3
Controle de bola: “O tempo para controlar a bola e passa-la, fintar
o adversário, finalizar, é mínimo. O controle eficiente
é, portanto, a habilidade de reter a bola em condições
de realizarmos jogada, nesse tempo mínimo” (p. 41).
· “De modo Geral, o jogador precisa controlar a bola quando
ela chega a ele, proveniente de um passe, de um lançamento ou quando
sobra de um desarme, de um desvio etc.” (p. 41)
1.3.1 Sugestões de atividades para ensinar a controlar a bola:
(Corrida de controle) (Desafios de controle em dupla) (Futevôlei).
1.4
Condução: É a habilidade que permite ao jogador levar
a bola de um ponto a outro do campo, sem ser desarmado, antes de efetuar
um cruzamento ou outra jogada qualquer” (p.43).
1.4.1 Sugestões de atividades para ensinar a conduzir a bola: (Mãe
da rua) (Passeio com bola) (zerinho/Condução com corda)
(Sombra) (Porta bandeira com bola) (Pega-pega com bola)
1.5
Desarme: “É o principal recurso da defesa” (p. 46)
· O jogador desarma seu adversário sendo mais veloz que
este, retomando a posse de bola ou retirando do seu controle, sem atingir
o adversário.
1.5.1 Sugestões de atividades para ensinar a desarmar o adversário:
(Mãe da rua) (Sombra sem um atleta com bola)
1.6
Drible: “A habilidade de evitar que o adversário desarme
o jogador que tem a posse de bola enquanto este a conduz ou controla”
(p. 48)
1.6.1 Sugestões de atividades para ensinar a driblar: (futebol
numerado) (Cada um para si) (Jogo de três)
1.7
Lançamento: Trata-se de uma modalidade de passe que tenta alcançar
um companheiro distante.
1.7.1 Sugestões de atividades para ensinar a lançar: (Artilharia)
(Bola no saco)
1.8
Cruzamento: “É um tipo de passe, semelhante a um lançamento,
feito no ataque a partir das laterais do campo, próximo a linha
de fundo” (p. 52).
1.8.1 Sugestões de atividades para ensinar a cruzar: (Cruzamento
da linha de fundo)
· Todas as atividades do lançamento são usadas também
para o cruzamento.
1.9
Cabeceio: “É habilidade bastante requerida, tanto para atacar
quanto para defender” (p. 52).
1.9.1 Sugestões de atividades para ensinar a cabecear: (Futevôlei
de cabeça) (Cruzamento com cabeceio em duplas) (Paulistinha de
cabeça) (Controle de cabeça).
1.10
Defesas (goleiro): “O goleiro precisa ter uma formação
corporal excepcional” (p. 53).
1.10.1 Sugestões de atividades para ensinar a técnica de
goleiro: (Gol a gol) (Queimada) (Bola a torre) (Bateria).
2.
Jogos adaptados
· O autor sugere um padrão de aulas, que é dividida
em cinco (5) partes:
1. Roda de conversa
2. Jogo adaptado
3. Habilidades do futebol (principalmente com atividades lúdicas)
4. Jogo adaptado ou brincadeira
5. Roda de conversa
2.1
Jogos adaptados por habilidade
2.1.1 Passes: (jogo limitando o número de toques) (Passes altos)
(Tocar e passar por trás) (Passe rasteiro)
2.1.2 Finalização: (Pontuação de chute) (defesa
x ataque) (jogo com duas bolas)
2.1.3 Desarme: (marcação individual) (Gol caixote/golzinho)
(Inferioridade numérica)
2.1.4 Drible: (Gol Caixote)
2.1.5 Cabeceio (Gol de cabeça) (Cabeça vale mais)
2.1.6 Cruzamento: (Gol após cruzamento)
2.1.7 Jogos para diversos fundamentos: (futebol cruzado) (futebol por
zonas) (Futebol aos pares)
3.
Capacidades motoras básicas para o futebol
3.1 Equilíbrio: “Tem muito a ver com a noção
do próprio corpo que o jogador possa ter” (p. 60)
3.2 Motricidade fina: “Responsável pela sutileza na aplicação
das habilidades. É responsável pela ‘arte final’
na execução das jogadas. (...) No futebol, essa capacidade
se manifesta nos gestos sutis das pontas dos pés, por exemplo,
num passe muito preciso ou na cobrança de uma falta” (p.
61-62).
3.3 Velocidade de reação: As pessoas costumam chamar de
reflexo a velocidade de movimento do goleiro para defender uma bola. No
entanto o que o goleiro faz, em certas situações, é
reagir com velocidade, interceptando a bola antes que ela ultrapasse a
linha do gol” (p. 62). A mesma capacidade é solicitada também
no defensor no ato do desarme e no atacante que tenta um drible no defensor.
3.4
Força de chute: “Não basta chutar com boa técnica.
Para ser eficiente, em muitas situações, especialmente nas
finalizações, o chute tem que ser forte” (p. 62).
3.5
Velocidade de chute: “os movimentos corretos devem ser aplicados
com força e velocidade. Estas duas capacidades, combinadas, resultam
no ato explosivo de um chute forte, para finalizar, lançar ou cruzar”
(P. 62).
3.6
Velocidade de deslocamento: “um drible, uma defesa do goleiro, um
desarme ou uma condução de bola são mais ou menos
eficientes dependendo da velocidade com que são aplicados”
(p. 62).
3.7
Agilidade: “De posse da bola, o jogador tem que se deslocar com
velocidade, mudando rapidamente de direção para enganar
o adversário” (p. 63).
3.8
Força geral: No futebol atual, o atleta deve ser, de modo geral,
bastante forte. É um esporte de contato, em que as jogadas são
decididas não só com os pés, mas pelo confronto de
força de todo corpo” (p. 63).
3.9
Força de salto vertical: “Saltar muito alto é fundamental
para atacar e defender. No futebol, as jogadas aéreas são
freqüentes” (p. 63).
3.10
Força de salto horizontal: “Deslocar-se rapidamente em espaços
pequenos, mudando bruscamente de direção, é a situação
que mais ocorre no futebol. Isso exige que o jogador seja capaz de acelerar
em curto espaço de tempo” (p. 63).
4.
A integração das habilidades
· “Cada uma das habilidades é um jogo complexo de
múltiplas capacidades motoras, intelectuais, afetivas, morais e
sociais integradas, em última instância, pelas noções
de espaço e tempo” (p.65).
4.1 Finalização: equilíbrio, motricidade fina, força
de chute, cooperação.
4.2 Passe: equilíbrio, motricidade fina, força de chute,
cooperação.
4.3 Controle de bola: equilíbrio, motricidade fina, noção
do próprio corpo.
4.4 Condução: equilíbrio, agilidade, velocidade de
deslocamento.
4.5 Desarme: força geral, velocidade de reação, equilíbrio,
agilidade, motricidade fina, noção do próprio corpo.
4.6 Drible: agilidade, equilíbrio, motricidade fina, noção
do próprio corpo, velocidade de reação.
4.7 Lançamento: motricidade fina, força de chute, equilíbrio.
4.8 Cruzamento: força de chute, equilíbrio, motricidade
fina.
4.9 Cabeceio: força de salto vertical, noção do próprio
corpo.
4.10 Goleiro: velocidade de reação, agilidade, força
de salto vertical, força de salto horizontal, motricidade fina,
noção do próprio corpo, força geral.
Capítulo
IV – Organização das aulas
4.1
Níveis de desenvolvimento na formação em futebol
· “Se a aprendizagem de futebol é feita em uma escola
regular, de primeiro ou segundo grau, não faz sentido falar de
classificação dos alunos por níveis de desenvolvimento.
(...) Há um programa de educação física para
se cumprido, que deve incluir os esportes de modo geral (p. 71)”.
· “Ensinando na escola regular ou na escola específica,
o futebol deve contribuir para que a pessoa que aprende possa usufruir
dele na sua vida cotidiana, em sua vida de cidadão” (p. 72).
· O autor apresenta entre tanto níveis de classificação
por nível de desenvolvimento, uma seqüência de fases,
onde alguns alunos poderão ser promovidos por apresentarem um desempenho
superior aos colegas de grupo. “A classificação por
idade é bastante relativa e não pode ser um ponto de estrangulamento
do processo de formação do conhecimento”. (p.73).
As fases são: Iniciante I e II, Básico I e II, Especial
I e II. Junto ao conhecimento prático, é recomendado uma
formação teórica proporcional a idade, ou seja, quanto
menor a idade menos teoria.
4.2
Do particular para o geral, do autocentrismo para o heterocentrismo.
a)
Habilidades voltadas para a própria pessoa: são aquelas
que podem ser exercidas isoladamente - condução, controle,
finalização, cabeceio. “O professor de futebol deve
saber investir nessa característica e compreender que é
um período privilegiado para ensinar habilidades de futebol voltadas
para o prazer pessoal do aluno” (p.74).
b) Habilidades coletivas: Não podem ser exercidas isoladamente;
precisam de uma outra pessoa para compartilhar, caso contrário
não se exercerão (...) passe (passe comum, assistência,
lançamentos, cruzamento), desarme, drible, defesa (goleiro)”.
(p. 74).
c) Habilidades de atuação no jogo como um todo: “Referem-se
as táticas. São habilidades para prever situações
que poderão ou não ocorrer. Incluem os dois grupos anteriores
de habilidades. Essas antecipações constituem hipóteses,
planos mentais, lógicos, que serão testados posteriormente,
durante o jogo.
4.3
Períodos de desenvolvimento
1. Iniciantes I (6 e 7 anos):”Devem ser ensinadas as noções
básicas dos fundamentos de futebol. Deve haver uma construção
das regras pelos alunos e os conflitos devem ser administrados pelo professor.
As brincadeiras deverão ser realizadas como prioridades devendo
os exercícios compor a aula, porém, em tempo menor. Nesse
nível não deverá ter definição de posicionamento
dentro do campo. Todos os alunos deverão ocupar todos os espaços
do campo.
2. Iniciante II (7, 8 e 9 anos): “em todos os níveis, é
útil estabelecer uma zona de transição, de forma
que quebre o rigor da classificação por idade. Não
haverá uma grande diferença nas aulas dos Iniciante I. Haverá
uma pequena redução das brincadeiras e um aumento do tempo
dedicado aos fundamentos técnicos” (p. 77).
3. Básico I (9, 10 e 11 anos): Supõe-se que nesse nível
as crianças já conheçam bem as regras do futebol,
então, já poderão jogar de acordo coma as regras
internacionais. As crianças poderão permanecer mais tempo
em uma posição específica, demonstrando suas preferências.
Os jogos adaptados ainda serão usados podendo aumentar os exercícios
dos fundamentos do futebol.
4. Básico II (11, 12 e 13 anos): Os alunos nessa fase estão
entrando na adolescência, onde modificam sua forma de pensar e agir.
Nessa fase os rodízios de posições poderão
ocorrer de forma mais específica nas áreas de defesa, meio
campo e ataque. Os alunos já podem ser iniciados em preparação
física, que deve ser uma preparação física
e técnica ao mesmo tempo como a manipulação da bola.
Outro elemento introduzido é a tática. A tática é
a lógica do jogo, a racionalidade do jogo, o elemento inteligente
do jogo, no aspecto coletivo. Haverá mais tempo para as correções
técnicas, com interrupção dos jogos para esse fim.
5. Especial I (13, 14 e 15 anos): Neste nível, os alunos deverão
aprender a realizar, com muita velocidade, a transição entre
os grandes espaços do campo, ou seja, uma vez perdida uma bola
no ataque, a equipe deve se reorganizar na defesa imediatamente. Maior
tempo para a preparação física, preferencialmente
com bola e aperfeiçoando a preparação técnica.
As atividades lúdicas deverão ser de forma a orientar a
preparação técnica do indivíduo. Atividades
competitivas mais intensas e aumento das atividades teóricas.
6. Especial II (15, 16 anos): “Ênfase nas questões
táticas. Todo o preparo técnico deve ser feito em função
de cumpri as definições táticas”(p. 79). Mais
que ensinar 4 a 5 jogadas, os jogadores devem exercitar a criatividade
dentro de situações previamente delimitadas.
Capítulo
V – Possibilidades de avaliação
5.1 Avaliação: “Se é para avaliar mal, reduzindo
o aluno a número, é melhor não avaliar” (p.
81-85).
1.
Atuação individual:
a) Embaixadas: 3 oportunidades (registra-se a mais bem-sucedida)
b) Chutar: por cima de uma barreira até entrar direto no gol –
vários níveis de resultados
c) Distância: Maior distância possível no chute –
marca-se o local de contato da bola no chão
d) Driblar: driblar o adversário em um espaço de tempo determinado
e) Passar: lançar a bola de encontro a um paredão, ininterruptamente
durante 30” (distância de 3 m para até o básico
I e acima do básico I uma distância de 5 m)
f) Conduzir: conduzir a bola em um espaço de 15 me, sendo que,
nos 8 primeiros metros, há uma estaca (cone) de 2 e 2 m (vários
níveis)
2. Atuação coletiva:
a) Empenho durante as atividades das aulas
b) Aplicação das habilidades durante os exercícios
e jogos propostos
c) Atuação durante os jogos em concentrarem e considerarem
as informações do professor
d) Cumprimentos dos acordos estabelecidos por eles e pelas regras
3.
Competições: serão os mesmos da atuação
coletiva
4. Conduta:
a) Assiduidade
b) Respeito
c) Solidariedade
· Cada professor, durante as aulas ou jogos, utilizará uma
folha com os nomes de todos os seus alunos, que conterá espaço
para pontuação de todos os itens aqui considerados. Para
cada item, haverá conceitos, que serão:
MB
= Muito Bom – 5 pontos
B = Bom – 4 pontos
M = Médio – 3 pontos
R = Razoável – 2 pontos
F = Fraco – 1 ponto
Capítulo
VI – Metodologias de ensino do futebol
6.1 Metodologia
·
“Os brasileiros aprenderam futebol praticando quatro brincadeiras:
bobinho, controle, repetida e pelada, que aparecem em diferentes regiões
com diferentes nomes. O bobinho exercita o passe e desarme, o controle
exercita o domínio de bola, a repetida ensina a chutar, driblar
e defender, e a pelada junta tudo isso no jogo de futebol” (p. 88).
· “Ensinar exige uma certa organização, experiência
prática, teoria, técnica, arte, opções por
determinados caminhos, enfim, exige método” (p, 89). Para
o futebol o autor sugere algumas providências:
1. Parte inicial das aulas: “não há aula que não
evolua por partes, às vezes mais nítidas, outras vezes menos.
Tudo que se produz tem um início, um meio e um fim, que sempre
evolui para um novo começo” (p. 89). No início, reunir
os alunos em um círculo e expor a eles o que vai acontecer e receber
deles outras experiências. O objetivo é “fazer os alunos
desenvolverem maior nível de consciência sobre suas próprias
práticas”.
2. Segunda parte da aula: jogos adaptados em brincadeiras (repetindo temas
da 3ª e 4ª partes da aula anterior, fazendo observações
sobre os erros cometidos, interrompendo e sugerindo).
3. Terceira parte da aula: Na terceira parte da aula “serão
realizados exercícios. Tanto mais lúdicos quanto mais novos
forem os alunos, para o desenvolvimento teórico do futebol”
(p. 90). Exercícios em duplas, trios etc. priorizando e colocando
os alunos mais fracos com os mais fortes tecnicamente.
4. Quarta parte da aula: Jogo adaptado ou brincadeira de acordo com o
tema da aula.
5. Quinta parte da aula: Todas as aulas terminarão com uma roda
de conversa entre professor e alunos. Haverá a exposição
dos alunos sobre a aula ou diferentes assuntos do dia-a-dia. Tanto a 1é
quanto à 5ª parte deverão ser rápidas com no
máximo 5 minutos.
6.2
Racionalização da aula
1.
Privilegiar mais grupos nos exercícios que forem organizados desta
forma objetivando que o aluno tenha maior contato com a bola.
2. Utilizar mais material e se não houver, utilizar material alternativo.
3. Usar circuitos (principalmente na 3ª parte da aula), quando houver
pequeno espaço.
4. Utilizar também a teoria nas diferentes conversas e freqüentes
interrupções das atividades, levando o aluno a pensar sua
prática.
6.3
Fazer e compreender (p. 93-95)
·
“Para atender os princípios da aprendizagem do futebol tecnicamente
bem jogado e, além disso, aprender mais que futebol é necessário
assumir procedimentos que levem o aluno a compreender as próprias
ações. E para isso são necessárias técnicas
pedagógicas para produzir compreensão sobre as ações
práticas”.
· “Para chamar a atenção do aluno sobre sua
própria prática, é preciso produzir um fenômeno
que chame a atenção. No caso da metodologia adotada no trabalho
do autor, esse fenômeno é o atrito ou conflito, produzindo
contradições entre as partes que se relacionam”.
· “Na prática, isso ocorre colocando em oposição
uma atividade conhecida com outra desconhecida. Motivado pela ludicidade
da prática, o aluno buscará se adaptar à variação.
Para manter o que deu certo e corrigir o que não deu certo, o aluno
precisa recorrer a reflexão, revendo a atividade feita e corrigindo-a
ou mantendo-a mentalmente; ou seja, o aluno vê a ação
que fez anteriormente, agora no plano da reflexão. Só na
reflexão ele pode compreende-la”.
· “Outra fora de compreender a ação é
falando sobre ela. Para falar da ação o aluno precisa vê-la
mentalmente”.
· “Toda educação deve ser baseada, portanto,
no exercício da capacidade de simbolizar e de tomar consciência
das próprias ações”.
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