“O
futsal deve ser conceituado tecnicamente como esporte acíclico
coletivo, com fins diferenciados. Ele é Acíclico devido
as suas variáveis em toda sua movimentação. Os jogadores
a todo o momento executam ações que visem quebrar uma marcação
mais acirrada, tentando se sobressair individualmente. Como em todo esporte,
a idade escolar passa a ser uma fase fundamental na vida da criança,
chamada de formação básica por alguns especialistas,
devemos trabalhar o desenvolvimento motor, as correções
de vícios posturais, etc. Essa formação começa
na faixa etária de dos 06 anos e prolonga-se até os doze
anos aproximadamente. A formação específica, que
é a fase da adolescência, visa assegurar a base para futura
obtenção de performance máximas. Compreende a faixa
etária que vai dos doze anos, prolongando-se até 18/20 anos
de idade. Período de performance, o atleta torna-se um especialista,
e é considerado um período de alta produção.
Podemos dividir o futsal, conforme suas aplicações práticas
e suas formações básicas, pelas diferentes etapas
da vida esportiva”.
Futsal Recreativo: “Início da prática
esportiva, buscando a integração do indivíduo na
modalidade esportiva, fazendo com que tenha o gosto pela modalidade e
pratique sob forma de lazer. Essa situação pode ser vivenciada
pelas crianças em período de formação e movimentos
naturais. O sexo feminino vem cada vez mais se interessando pela prática
dessa modalidade, deve ser incentivada a através do lazer inicialmente”.
Futsal Educativo: “Deve obedecer os princípios
pedagógicos do esporte, com iniciação dos movimentos
básicos e fundamentos que envolvem a modalidade esportiva. O aprendizado
está em primeiro plano, e vai de encontro ao direcionamento de
crianças e jovens para futuras competições. Lembramos
que o aprendizado não é apenas técnico, mas principalmente
os aspectos psicológicos que permeiam a questão de vitória
e derrota”.
Futsal Competitivo: “A competição
propriamente dita, tem um caráter de formação de
atletas de alto rendimento. Deve ser colocado um planejamento onde exista
o chamado treinamento total. O trabalho consta de treinamento físicos,
técnicos, táticos, psicológicos e complementares,
chamados de treinamento invisível, com assistências médicas,
fisioterápicas, alimentares, massagem, uniformes, etc. As vitórias
e derrotas estão plenamente envolvidas neste contexto. O futsal
passa a ser trabalhado por profissionais que estejam visando uma formação
de atletas em busca de altas performances e desempenho esportivo. O período
é muito fértil de produtividade”. (BELLO JÚNIOR,
Nicolino. A ciência do esporte aplicada ao futsal. Rio de Janeiro:
Sprint, 1998.
A iniciação esportiva
Aprender um desporto, seria adequar algumas técnicas
corporais básicas às características de uma modalidade
de uma modalidade esportiva.
No futsal, as técnicas individuais empregadas
durante a prática do jogo, são fundamentalmente influenciadas
pelos componentes de:
·
Equilíbrio
· Ritmo
· Coordenação em geral
· Espaço e tempo
Para que ocorra um aprendizado progressivo e bem fundamento,
é importante que a criança obtenha níveis mínimos
de desenvolvimento de suas qualidades físicas, psíquicas
e motoras, sendo capaz de exercer total domínio sobre técnicas
corporais básicas, para então iniciá-la no aprendizado
dos elementos componentes das diferentes técnicas individuais específicas
do futsal.
No início do aprendizado é comum que
os gestos motores sejam executados de forma insegura, descoordenados e
imprecisos, passando a adquirir maior plasticidade em sua execução,
a partir da prática sistemática de atividades adequadamente
planejadas, orientadas no sentido de que os gestos motores tornem-se gradualmente
mais consistentes, possibilitando a execução das técnicas
específicas com maior dinamismo, precisão, eficácia
e economia de função. Alguns aspectos básicos devem
ser observados no aprendizado do futsal:
· Conhecimento do perfil da criança
· Desenvolvimento dos componentes motores básicos
· Procedimentos básicos de ensino
· Linguagem didático-esportiva
Conhecimento do perfil da criança
Possibilita a maior interação professor-aluno,
pois conhecendo suas características de comportamento, limites
e possibilidades, torna-se possível estabelecer uma linha de ensino
adequada às possibilidades de realização da criança.
Desenvolvimento dos componentes motores
Fortalecer na criança a capacidade de executar
de foram plena, a combinação de todos os movimentos possíveis,
específicos ou não do desporto, pois através da aquisição
de bons hábitos motores, e do domínio de técnicas
elementares, é que se fundamenta progressivamente o desenvolvimento
técnico da criança.
Procedimentos básicos de ensino
Ao estabelecer a relação entre o ensino
e a aprendizagem, alguns procedimentos básicos devem ser observados
pelo educador, procedimentos estes que atuam como agente facilitador da
aprendizagem, proporcionando maior suporte didático, pedagógico,
as aulas e a todo o processo de ensino.
1.
Conhecimentos compatíveis com a área de atuação
2. Formação do acervo motor da criança
3. Atividades do simples para o complexo
4. Atividades com o interesse da criança
5. Diagnosticar comportamentos negativos
6. Atividades prazerosas
7. Utilizar linguagem objetiva e de fácil compreensão
8. Evitar preocupação com performance, favorecendo o aprendizado
total
9. Planejamento prévio das atividades
10. Valorizar as atividades lúdicas
11. Diversificar as atividades
12. Avaliar respostas individuais ao aprendizado, corrigindo erros que
venham a ocorrer durante o processo
13. Facilitar a adaptação da criança ao material
didático e ao ambiente de ensino
14. Transmitir o gosto de aprender e de se aperfeiçoar
15. Atuar como elemento motivador no processo de ensino
Linguagem didático esportiva
Na aprendizagem de um desporto, faz-se necessário
observar as ações motoras contidas nas diferentes técnicas
individuais e suas implicações na execução
dos elementos de jogo (passe, chutes, drible). A partir destas observações
identificar, listar, classificar e definir tais elementos e ações
motoras, a fim de que se possa estabelecer uma linguagem didático
esportiva, tornando-se condição básica para se desenvolver
o aprendizado dentro de uma seqüência pedagógica de
ensino.
Linguagem
didática para o futsal
Na prática do futsal, os participantes são
divididos entre aqueles que atuam na linha e os que atuam como goleiros
Podemos considerar que os elementos das técnicas individuais empregados
durante o jogo dividem-se em:
Þ Elementos das técnicas individuais de linha
- O passe
- A recepção
- A condução
- O drible
- O chute
- A marcação
- O cabeceio
- A antecipação
Þ Elementos das técnicas individuais de goleiro.
- A empunhadura
- A defesa alta, média e baixa
- O arremesso
- A saída de gol
- A defesa com o pé
- A queda lateral
TÉCNICA
A técnica consiste na execução
individual dos fundamentos básicos do Futsal, isto é, do
passe, do chute, da recepção de bola, do drible etc; no
caso do goleiro, consiste na pegada, lançamento, espalmada, entre
outras.
É exatamente a técnica que difere um
jogador do outro. Alguns jogadores executam os movimentos técnicos
com facilidade, com grande habilidade e com extraordinária beleza.
Esses jogadores são considerados “craques”, ou seja,
são indivíduos que dominam completamente os elementos fundamentais
do jogo e os executam com alto grau de eficiência e perfeição.
Na execução da técnica, alguns
aspectos fundamentais devem ser obedecidos, e a sua eficiência estará
relacionada com o grau de automatização conseguido. A técnica
é um ato reflexo, pois nenhum jogador pensa como irá efetuar
um passe, um chute etc. Esses movimentos só serão bem executados
quando forem automatizados.
Essa eficiência a que nos referimos não
será atingida, logicamente, na fase de iniciação,
na qual a criança vive a fase da adaptação e assimilação
dos gestos, o que exige raciocínio. Á medida que os movimentos
vão se desenvolvendo, também vão se automatizando,
até chegar ao ponto em que o atleta os executa sem pensar. (MUTTI,
2003, p. 33)
CONCEITOS E FUNDAMENTOS BÁSICOS DO
FUTSAL
FUTSAL: Deve ser conceituado tecnicamente como esporte acíclico
coletivo, com fins diferenciados.
PASSE:
“ Ação de enviar uma bola a um companheiro ou determinado
setor do espaço de jogo”.
RECEPÇÃO
OU DOMÍNIO: “ Ação de interromper a trajetória
da bola vinda de passes ou arremessos”.
CONDUÇÃO:
“ Ação de progredir com a bola por todos os espaços
possíveis de jogo”.
DRIBLE:
“ Ação individual, exercida com a posse de bola, visando
ludibriar um oponente, tentando ultrapassá-lo.
FINTA:
“ Ação exercida sem a posse de bola, de forma individual
ou coletiva, onde as movimentações visam confundir o oponente
abrindo espaços para as infiltrações”.
CHUTE:
“ Ação de golpear a bola, visando desviar ou dar trajetória
à mesma, estando ela parada ou em movimento”.
CONTROLE:
“ Ação de dominar a bola e saber manejá-la
de acordo com as várias situações que ocorrem durante
o jogo “.
MARCAÇÃO:
“Ação de impedir que o oponente direto tome posse
da bola, e quando de posse da bola da mesma, venha a progredir pelo espaço
de jogo”
ANTECIPAÇÃO:
“É o ato do jogador antepor ao adversário para ganhar
a posse de bola”
CABECEIO:
Ação de golpear a bola com as regiões da cabeça
(testa, coco...),tanto ofensivamente como defensivamente”.
BLOQUEIO:
É a ação de impedir ou dificultar (ofensivamente
ou defensivamente a livre ação do adversário sem
infringir as regras do jogo”.
DESLOCAMENTOS:
maneira pelo qual o jogador busca um melhor posicionamento na quadra de
jogo, com ou sem a posse da bola, para efetuar uma ação
ofensiva ou defensiva para si ou para sua equipe. Geralmente o deslocamento
é feito em grandes espaço da quadra”.
PASSE:
“ Ação de enviar uma bola a um companheiro ou determinado
setor do espaço de jogo”.
CARACTERÍSTICAS:
# Elemento de ligação entre componentes de uma equipe
# O bom passe, cobre mais rápido as distâncias, do que os
deslocamentos
# Os passes podem ser executados na posição parado ou em
deslocamento
CLASSIFICAÇÃO DOS PASSES:
1. Os passes podem ser classificados de acordo com as distância
compreendidas entre o agente do passe e o receptor ou setor:
a) Curtos até 04 metros
b) Médios de 04 a 10 metros
c) Longos acima de 10 metros
2. Após a ação do passe, a bola poderá traçar
diferente trajetórias de acordo com as situações
de jogo, e do próprio tipo de passe executado.
a) Parabólico
b) Rasteiro
c) Meia altura
3. Ao executar um passe, dependendo da distância e da trajetória,
várias são as formas de execução e respectivas
áreas de contato dos pés com a bola.
a) Face interna dos pés
b) Face externa dos pés
c) Anterior do pé
d) Planta do pé
e) Dorso do pé
4. A trajetória percorrida pela bola durante o jogo, identifica
os sentidos (espaço de jogo) em que ela é passada,
a) Lateral
b) Diagonal
c) Paralelo
5. Além dos passes tradicionais, existem aqueles que dão
um toque especial ao jogo, e são considerados passes de habilidade,
que exigem do praticante um total domínio sobre suas ações
motoras, adequando-as à bola, ao espaço e ao tempo.
# Coxa, Peito, cabeça, ombro, calcanhar e cavado (parabólico)
Ao passar devemos considerar:
? Estar em situação de equilíbrio
? Cabeça erguida para melhor visão espacial
? Pé de apoio próximo à bola
? Precisão, intenção e objetivo
? Força adequada a distância a ser percorrida pela bola
? Braços ligeiramente abertos, buscando o equilíbrio
“
Ação de interromper a trajetória da bola vinda de
passes ou arremessos”.
CONSIDERAÇÕES:
- A boa recepção agiliza o jogo.
- Recepção e passe são os dois principais elementos
do jogo.
- Ao efetuar a recepção é importante estar sempre
em condição de passar ou finalizar.
- Para uma boa recepção, é importante adequar o corpo
a trajetória da bola.
CLASSIFICAÇÃO:
1. Em relação à trajetória:
- Rasteira
- Parabólica
- Meia altura
OBS:
A trajetória descrita pela bola é que determina a forma
adequada para exercer a recepção.
Por se tratar de um jogo onde a bola pouco quica, a predominância
de bola rasteiras é uma constante.
2.
Em relação à execução:
- Rasteira
· Com a face interna (fig. 12)
· Com a face externa (fig. 13)
· Com o solado (fig. 14)
- Parabólica
· Com o peito (fig. 15)
· Com a coxa (fig. 16)
· Com o dorso dos pés (fig. 17)
· Com a Cabeça (fig. 18)
· Com o solado (fig. 19)
-
Meia altura
· Face interna (fig. 20).......................
· Face anterior (fig. 21).......................
·
Face interna (fig. 22)..........................
· Face externa (fig. 23) ........................
CONSIDERAÇÕES:
· Adequar o corpo em relação a trajetória
da bola ;
· Manter a posse da bola após exercer a recepção;
· Após a recepção, estar equilibrado tendo
condições de dar prosseguimento às ações
de jogo;
· Após a recepção, Ter sempre a bola próxima
ao corpo.
“
Ação de progredir com a bola por todos os espaços
possíveis de jogo “.
CONSIDERAÇÕES:
- Ao conduzir a bola, deve-se estar sempre em condições
de passar, finalizar, manter a posse de bola ou de dar seqüência
às ações de jogo.
- A condução pode ser classificada em relação
à trajetória a ser percorrida e respectiva forma de execução.
- A condução normalmente acontece por espaços curtos
de tempo em decorrência da pouca dimensão do espaço
de jogo.
CLASSIFICAÇÃO:
1. Em relação à trajetória
- Retilínea
- Sinuosa
2. Em relação à execução
- Retilínea
· Face interna do pé (fig. 24)
· Face externa do pé (fig. 25)
· Solado (fig. 26)
OBS: A condução com as partes externas e solado são
as mais utilizadas na prática do jogo.
“
Ação individual, exercida com a posse da bola, visando ludibriar
um oponente, tentando ultrapassá-lo”.
CONSIDERAÇÕES:
- O drible é um dos fundamentos de jogo, que para ser bem aplicado
exige do praticante um bom tempo de reação, velocidade de
execução, noção de espaço, coordenação
e a capacidade de improvisar na utilização das diferentes
técnicas individuais.
- O drible pode ser aplicado ofensiva ou defensivamente.
· Ofensivo: tem como objetivo chegar a meta adversária.
· Defensivo: tem como objetivo manter a posse de bola em condições
de segurança.
CLASSIFICAÇÃO DOS DRIBLES:
1. Com os pés: (fig. 30)
· Parados
· Em deslocamentos
2. Com o corpo: (fig. 31)
· Parado
· Em deslocamento
AO
DRIBLAR DEVEMOS CONSIDERAR:
· Tempo de reação para aplicação do
drible
· Coordenação e equilíbrio
· Domínio sobre as diferentes técnicas individuais
· Visão, noção espacial e velocidade de execução
“
Ação exercida sem a posse de bola, de forma individual ou
coletiva, onde as movimentações visam confundir o oponente
abrindo espaços para as infiltrações”.
A finta pode ser aplicada ofensivamente ou defensivamente:
- Ao fintar devemos considerar:
· Sincronização de movimento
· Noção ampla de espaço
· Visão de jogo
· Tempo de bola
· Pode-se fintar com os pés, pernas, tronco, braços
e até mesmo com os olhos, basta realizar um movimento qualquer
e se deslocar no inverso.
Ex: o atacante pressionado pelo defensor finge sair para uma lateral da
quadra e de imediato volta para receber a bola livre de marcação.
OBS: No futsal um jogador que se movimenta sem a posse de bola é
tão importante quanto àquele que está com a bola.”
Jogar sem a bola é uma arte”.
“Ação
de golpear a bola, visando desviar ou dar trajetória à mesma,
estando ela parada ou em movimento”.
QUAL
A DIFERENÇA DO PASSE PARA O CHUTE?
# A técnica do chute tem uma grande semelhança com a do
passe, sendo que, a intenção, o objetivo e a força
aplicada servem para diferenciá-los.
# Dentre as técnicas utilizadas, é que detém o gesto
motor mais natural para ser executado.
- Os chutes podem ser:
· Ofensivo: tem como objetivo finalizar as ações
de ataque.
· Defensivo: Tem como objetivo impedir as ações de
ataque.
CLASSIFICAÇÃO:
1. Em relação à trajetória:
· Rasteiro
· Alto
· Meia altura
Durante a prática, vários são os tipos de chutes
utilizados para consignar tentos, ou mesmo uma ação de defesa.
2. Em relação aos tipos:
· Simples
· Bate-pronto
· Voleio
· Bico
· Cobertura
Na ação do chute, várias são as faces de contato
do pé com a bola, utilizadas de acordo com a força a ser
empregada.
3. Em relação a execução:
· Simples: dorso do pé (fig. 32)
· Bate-pronto: dorso (fig. 33), interna, externa e anterior
· Voleio: dorso (fig. 34)
· Bico: anterior do pé (fig. 35)
· Cobertura: ântero-superior do pé (fig. 36)
·
Ao chutar devemos considerar:
- Coordenação entre o pé de apoio e o pé de
toque, equilíbrio, força, precisão, intenção
e objetivo.
Além dos chutes, outros recursos são utilizados com o objetivo
de consignar tentos, tais como:
- Cabeceio, calcanhar, coxa, peito ou qualquer outra parte do corpo, menos
a mão.
“
Ação de dominar a bola e saber manejá-la de acordo
com as várias situações que ocorrem durante o jogo
“.
MARCAÇÃO:
“Ação de impedir que o oponente direto tome posse
da bola, e quando de posse da bola da mesma, venha a progredir pelo espaço
de jogo”
A ação de marcar pode ser vista de três aspectos:
1. Marcação individual: Tem como objetivo exercer a ação
de marcar de forma direta a um determinado oponente
2. Marcação por espaço ou zona: As ações
de marcação visam ocupar um determinado espaço ou
setor da quadra de jogo
3. Combina as ações de marcação individual
e de zona, sendo de duas formas:
a) Pressão parcial ou meia pressão
b) Pressão total
A técnica de marcar pode ser dividida em dois estágios:
a) Aproximação: Onde o atleta/aluno procura aproximar-se
de seu oponente, buscando equilíbrio adequado para exercer a ação
de abordagem.
b) Abordagem: Após estar em situação de bom equilíbrio,
abordar o oponente buscando obter a posse de bola ou desequilibrando a
ação do passe adversário.
Importante: Na ação de marcar individualmente, é
importante que não se marque a bola após a ação
de passe do oponente, e sim o seu deslocamento.
ANTECIPAÇÃO:
“É o ato do jogador antepor ao adversário para ganhar
a posse de bola”
A antecipação pode ser:
a) Antecipação de defesa: Consiste geralmente para evitar
que o adversário tome a posse de bola, seu objetivo muitas vezes
é somente afastar a bola, através de uma projeção
lateral com uma das pernas.
b) Antecipação de ataque: Tem como objetivo antecipar-se
para ganhar a posse de bola na disputa com o adversário, geralmente
é caracterizado pela disputa entre o Pivô e o Fixo.
CABECEIO:
Ação de golpear a bola com as regiões da cabeça
(testa, superior... ),tanto ofensivamente como defensivamente”.
Ao cabecear devemos considerar:
a) Estar em equilíbrio
b) Manter os olhos abertos
c) Utilização dos braços (semiflexionados) para proteção
dos adversários
d) Noções de espaço e tempo de bola
e) Sincronização dos movimentos
BLOQUEIO:
É a ação de impedir ou dificultar (ofensivamente
ou defensivamente a livre ação do adversário sem
infringir as regras do jogo”.
CLASSIFICAÇÃO DO BLOQUEIO:
a) Bloqueio defensivo e ofensivo
b) Bloqueio com e sem bola
Ao bloquear devemos considerar:
ü Distância que o adversário mantém do marcador
ü Sincronização dos movimentos entre os atletas (tempo
de movimentação)
ü Decisão rápida no caso de troca de marcação
ü Não demonstrar o que será feito
ü Recomenda-se executar o bloqueio contra marcação
individual
DESLOCAMENTOS: maneira pelo
qual o jogador busca um melhor posicionamento na quadra de jogo, com ou
sem a posse da bola, para efetuar uma ação ofensiva ou defensiva
para si ou para sua equipe. Geralmente o deslocamento é feito em
grande espaço da quadra”.
Os deslocamentos podem ser:
a) Com bola
b) Sem bola
Nos deslocamentos devemos considerar:
a) O jogador que se desloca deve ter o cuidado para cobrir espaços
na quadra que prejudiquem a movimentação dos demais companheiros
b) Não deslocar em direção ao companheiro que estiver
com a posse de bola, para evitar que adv. Possa marcar os dois ao mesmo
tempo
c) O jogador deverá se deslocar no momento exato do passe
d) Fintar sempre antes de deslocar para receber a bola sem marcação
Profº Geraldo Magela Durães |