O Atletismo se confunde com a história esportiva do homem no Planeta. É chamado de esporte-base, porque sua prática corresponde a movimentos naturais do ser humano como correr, saltar, lançar, arremessar. Não por acaso, a primeira competição esportiva de que se tem notícia foi uma corrida, nos Jogos de 776 A.C., na cidade de Olímpia, na Grécia, que deram origem às Olimpíadas. A prova, chamada pelos gregos de "stadium", tinha cerca de 200 metros e o vencedor, Coroebus, é considerado o primeiro campeão olímpico da história.
História Oficial do Atletismo
O Atletismo se confunde com a história esportiva do homem no Planeta. É chamado de esporte-base, porque sua prática corresponde a movimentos naturais do ser humano como correr, saltar, lançar, arremessar. Não por acaso, a primeira competição esportiva de que se tem notícia foi uma corrida, nos Jogos de 776 A.C., na cidade de Olímpia, na Grécia, que deram origem às Olimpíadas. A prova, chamada pelos gregos de "stadium", tinha cerca de 200 metros e o vencedor, Coroebus, é considerado o primeiro campeão olímpico da história.
Na moderna definição, o Atletismo é um esporte com provas de pista (corridas), de campo (saltos e lançamentos), provas combinadas, como decatlo e heptatlo (que reúnem provas de pista e de campo), o pedestrianismo (corridas de rua, como a maratona), corridas em campo (cross country), corridas em montanha, e marcha atlética.
Direção no Brasil e no mundo
O Atletismo, em sua formulação atual, é disputado desde o início do Século 19. Na primeira Olimpíada da era Moderna, em 1896, em Atenas, Grécia, suas provas foram as que obtiveram maior audiência.
Esta situação permanece até nossos dias, segundo dados do COI - Comitê Olímpico Internacional. Nas Olimpíadas, as competições atléticas lotam os estádios e são vistas por até 3 bilhões de pessoas em todo o mundo, pela televisão. A IAAF foi criada em 1912, durante os Jogos Olímpicos de Estocolmo, Suécia. O Brasil está filiado à IAAF desde 1914, primeiro pela antiga CBD - Confederação Brasileira de Desportos, que à época dirigia a quase totalidade das modalidades esportivas nacionais, e desde 1977, pela CBAt.
Formação da CBAt
O Atletismo separou-se da CBD, oficialmente, em 2 de dezembro de 1977, quando foi criada, no Rio de Janeiro, a CBAt. Esta entidade comecçou a funcionar, efetivamente, a partir de 1º de janeiro de 1979. Em 1994, por decisão da Assembléia Geral, a sede foi transferida para Manaus.
No total, a CBAt representa, além das 27 federações, mais de 500 clubes, 20 mil atletas, 900 árbitros e 700 técnicos federados.
Competições no Brasil
A primeira competição nacional de atletismo no País foi o Campeonato Brasileiro de Seleções Estaduais, instituído em 1929. A última edição deste campeonato foi disputada em 1985.
O Troféu Brasil de Atletismo, o Campeonato Brasileiro de Clubes, criado em 1945, é a principal competição do calendário da CBAt.
Hegemonia no continente
Em sua história, o Atletismo conseguiu expressivos resultados internacionais para o Brasil. É o esporte com maior número de medalhas conquistadas em Olimpíadas - junto com o Iatismo - e em Jogos Pan-Americanos. Além disso, as seleções nacionais mantêm, desde 1974, absoluta hegemonia na América do Sul.
As primeiras vitórias individuais brasileiras em Sul-Americanos foram conseguidas no Campeonato realizado em Buenos Aires, Argentina, em 1931. Os ganhadores foram Sylvio de Magalhães Padilha, depois presidente do COB - Comitê Olímpico Brasileiro, nos 400 metros com barreiras, e Joaquim Duque da Silva no lançamento do dardo.
O primeiro título por equipes do Brasil foi conquistado em 1937, em São Paulo.
O Brasil no mundo
A primeira participação do Atletismo do Brasil em Olimpíadas aconteceu nos Jogos de Paris, França, em 1924. Já o primeiro resultado importante veio em Los Angeles, Estados Unidos, nos Jogos de 1932, com o 6º lugar de Lúcio de Castro no salto com vara.
No total, atletas brasileiros conquistaram 12 medalhas olímpicas: 3 de ouro, 3 de prata e 6 de bronze.
Os Campeonatos Mundiais de Atletismo foram disputados pela primeira vez em 1983. O Brasil possui 3 medalhas de prata e 4 medalhas de bronze. Nos Mundiais de Juvenis, 1 medalha de ouro. Nos Mundiais Indoor (Pista Coberta) o Brasil tem 1 de ouro, 1 de prata e 2 de bronze.
Nos Mundiais de Maratona em Revezamento são 1 de prata e 1 de bronze. Nos Mundiais de Meia-Maratona, 2 de bronze (1 individual e 1 por equipes). Na Copa do Mundo de Maratona, 1 de bronze por equipes.
Na Copa do Mundo, competição disputada por seleções continentais, atletas brasileiros participam defendendo a seleção das Américas. E 6 atletas brasileiros ganharam 10 medalhas em provas individuais: 6 de ouro, 2 de prata e 2 de bronze. Outros 3 atletas ganharam a medalha de ouro defendendo a equipe continental no revezamento 4x100m.
Nos Jogos Pan-Americanos são 98 medalhas: 32 de ouro, 29 de prata e 37 de bronze.
Recordistas Mundiais
Até hoje, 6 atletas brasileiros estabeleceram 8 recordes mundiais em provas olímpicas na categoria principal: 7 no salto triplo e 1 na maratona, sempre no masculino. Há, ainda, 1 recorde mundial nos 800 metros masculino juvenil, com Joaquim Carvalho Cruz, que em 27 de junho de 1981, marcou 1:44.3, no Rio de Janeiro (Brasil) no Estádio Célio de Barros.
Há também 3 recordes no salto triplo feminino, extra-oficiais (antes de a prova entrar nos programas dos Mundiais e dos Jogos Olímpicos), todos com Esmeralda de Jesus Freitas Garcia: 13,29 e 13,51, ambos em Siracusa, Estados Unidos, em pista coberta, em 9 de março de 1985, e 13,68 em Indianápolis, também nos Estados Unidos, em 5 de junho de 1986, ao ar livre.
Atletismo Escolar
No caso do Atletismo Escolar, a história ainda está para ser contada. É uma esfera pouco explorada e os professores ainda dispõe de pouca criatividade para adaptar provas e criar metodologias atraentes e diversificadas. Como os escolares não podem viver de recordes e superação de performances, o atletismo na escola deveria acompanhar a cultura corporal de forma a integrá-la com a natureza. São inúmeras as formas com as quais se pode construir um atletismo alternativo e possível dentro do universo escolar. É preciso ousadia na confecção de projetos de novo tipo e sobretudo incentivo às crianças e adolescentes nas corridas, saltos, lançamentos, arremessos, etc.
Fonte: Boletim Brasileiro de Esporte Escolar